![]() : Resguardados · Home · Arquivo : Prontuário Idade: 25 Profissão: publicitária Vocação: vadiagem Hobby: ler, comer e domir Vício: pedalar
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Pitty que pariu
Quinta-feira, Fevereiro 26, 2004
Depois da folia, as cinzasE tal qual Phoenix, eis-me aqui renascida das cinzas de uma quarta-feira chuvosa em que a Beija-flor de Nilópolis sagrou-se campeã do carnaval 2004. Nossa, é muita pena para uma só frase. Como diria uma filósofa amiga do segundo grau, Patrícia Lima: "Desce do palco!". Quinta-feira, a indolência continua, contudo, a saber, o carnaval acabou. Já entreguei Cds aos amigos, livros às prateleiras, fitas à locadora, e minha vida a Deus. Sim, entreguei para Deus. Só ele para dar jeito. Segunda-feira, em definitivo, a moleza acaba. Os dias que antecedem parecem contagem regressiva para o nocaute duma luta de boxe. Se continuar caído, perde. Se levantar, apanha! Que dilema! Um amigo "oi, tchau" (aqueles que você conhece desde a infância, mas não consegue deslanchar vinte minutos de prosa, sem ser falando como está o pessoal) me pediu minha monografia emprestada. Eu já havia emprestado para a irmã dele, e no ensejo ele leu. Perguntou se eu me importava, pois ele escolheu o mesmo tema (olha o estágio em que estamos!) e queria lê-la novamente para ter uma base. Eu disse que não me importava desde que a base não fosse o "Ctrl C (copia) Ctrl V (cola)". Ele se esquivou, disse que de maneira alguma tem intenção de fazer isso. E eu acreditei! Enfim, procurei então o arquivo da monografia para envia-lo. A monografia está gravada num cd que está emprestado. Bem, é bom esclarecer que vivo num condomínio onde, sem dificuldade, poderia se instalar um regime comunista. Prosseguindo, tive que procurar o arquivo em disquete. Era eu enfiando disquete velho na máquina e ela zunindo, parecendo até simulação de vôo de um Boeing 737. Achei! Não o arquivo primeiramente, e sim meu passado acadêmico. Encontrei alguns textos que eu escrevia, quando sozinha, no meu estágio num núcleo de informática. Encontrei fotos de amigos da faculdade! Nossa, mesmo tendo mais de um ano sem ver qualquer um daqueles sujeitos, olhando as fotos me espantei o quanto eles mudaram. Eu também, claro. Isso foi em meados de 1997, parece que foi ontem, mas já tem praticamente sete anos. Fotos, crônicas, parcos trabalhos, textos, juras, poesias, e-mails... tô abalada. Tentarei captar as coisas pelo prisma mais positivo. Caso eu tenha coragem, publicarei aqui meus guardados. Caso eu tenha criatividade, escreverei novos. Obs. 1: Minha mãe precisa urgentemente aprender acessar a infernet, pois essa vida de bloggeira sem comentários tá ficando cada vez mais difícil. Obs. 2: Alguém conhece Patrícia Lima? Por onde estará Patrícia Lima? Quem souber, por favor, mail-me. Obs. 3: O meu Cd do The Smiths está prestes a furar! :: Postado Por Priscilla Xavier :: 5:17 PM :: Escreve que eu leio! Sábado, Fevereiro 21, 2004 É carnavalAproveito-me das festividades para relaxar e dedicar-me a mim. Ainda não o consegui por inteiro, mas eis que já é a minha intenção confessa. Esse blogger é bem uma amostra do quão relapsa fico com tudo. Eu deveria centrar-me em poucas coisas, tantas quantas eu pudesse perfeitamente dar conta. Mas isso não me parece viável. Para iniciar, transformei o meu Lentium novamente num Pentium. Antes de zerar essa maltratada máquina, eu a abri e dei uma bela limpeza. Na moral, sem exagero mesmo, essa máquina tinha mais poeira do que cueca de pedreiro. Trabalho árduo, e até agora meu nariz coça. Após a limpeza, aos trancos e muito mais por perseverança do que por habilidade, gravei todos os meus lixos num CD. Eu quero matar quem inventou o Kazaa, e torturar quem o apresentou a minha irmã desocupadíssima. Quem inventou o ICQ não precisa ficar com inveja, pois também viso passar nele um cordão no pescoço e apertar, pois meu computador não rodava um windows, e sim arrastava. Vírus? Era o segundo nome da máquina. Ponto final, problema resolvido. Ta tinindo, é outra! Dá até gosto. Outra pendência para esse período ocioso do carnaval foi em relação ao físico. Após ser agredida na rua, isso mesmo que você leu, voltamos à barbárie, pois eu, em novembro, fui agredida gratuitamente na fila de uma loja, resolvi por bem, ta certo que bastante tardiamente, fazer um ajuste fino ao corpo. Não quero virar um ogro, mas concluí que esse meu físico "chassi de borboleta" não vem sendo devidamente respeitado, e então comprei dois halteres. Recomendo! É um brinquedinho de valor acessível, pode ser utilizado moderadamente e em médio prazo deve ter um bom efeito. Enquanto eu zerava a máquina, brincava com os halteres. Enquanto eu instalava o windows, brincava com os halteres. Instalava Office, e halteres. Corel, e halteres. Photoshop, halteres. Dormi, pois, diferente dos halteres, eu não sou de ferro. Dia seguinte, máquina linda e veloz, corpo lento e dolorido. Mas, não me abato tão facilmente. Como diz meu pai, fazendo figa: "Eu vou vencer!" Dando continuidade, já que parte dos vadios que me fazem companhia ou estão viajando ou estão em mui melhor cia, resolvi pegar todos os filmes da minha lista do "preciso ver". Que tolice! A locadora estava apinhada de gente, só restando nas prateleiras os lixões. Diria mais, os desprezados. Definitivamente foi duro garimpar qualquer filme mais ou menos. Me abasteci até a quarta-feira de cinzas. Após investir uns quarenta minutos na escolha dos filmes, ao sair da locadora, algo que eu não contava me surpreendeu. A locação aumentou de preço e, conseqüentemente, defasei além da conta a minha fortuna. Dura, carnaval, mas cheia de filmes. Alguém merece? O que me deixou zen a ponto de trazer as fitas sem criar muito caso foi um magnífico encontro, carnavalesco, dos quais nos fazem refletir se o amor à primeira vista é possível. Pois então, vinha eu de bicicleta, quando quase atropelo os olhos verdes absortos em minha imagem. Acho que os halteres já estão fazendo efeito! Olhei na cara dura e, numa cara dura ainda maior era correspondida. Deve ser mesmo carnaval para toda essa cara-de-pau entrar em cena, digo isto porque o par de olhos estava acompanhado, o que não impediu que eu ficasse hipnotizada e perturbadinha durante uns pares de horas. Pelo sim, pelo não, amanhã, após brincar com os halteres, passarei de bicicleta pelo mesmo lugar. Várias vezes! Afinal...é carnaval, e se ele não passar, quem sabe um bloco! Um ou outro eu pego. :: Postado Por Priscilla Xavier :: 9:29 PM :: Escreve que eu leio! Sábado, Fevereiro 07, 2004
O regressoSaudações aos corajosos e persistentes visitantes desse famigerado blogger. Conseguir ler esse amontoado de divagações não é feito de pouca monta, não é para qualquer valdevinos. Todo o não comedimento, todas as insanidades, são para regalo de parcos e cativos. Os bloggers estão inundados de temas clichês. Quem sou eu para ousar fazer algo diferente?! Aqui vou eu fazer relatos, comentários ou o que seja, do que se passa em torno do meu umbigo. Convém falar das férias. Eis um tema que mais se aproxima da máxima do "agradar gregos e troianos". Das férias, as quais já me renderam memórias a serem reportadas por anos e anos, irei brindar-lhes com uma infinidade de reflexões. Tenho por certo a identificação de vocês, se não com todas, ao menos com a maioria delas. Sobre as férias, descobre-se que: o dia é feito para descansar e a noite é feita para dormir. Não importa o lugar para onde você vai, estará sempre mais cheio do que você imaginava. Pode passar o confere na bagagem mil vezes, só chegando no destino que você saberá o que esqueceu. Não importa quanto você tem, sua previsão de gasto é furada e o limite do seu cartão de crédito não é suficiente. Quantos parentes que nós nem imaginávamos que existiam! Parentes podem até não se reproduzir, mas se multiplicam igual a Gremillins. O tempo tá passando, a gravidade é cruel e a barriga depõe contra. O protetor solar aumentou de preço?! Extra, extra: Chuvas torrenciais castigam o nordeste. (É reza acumulada) Despudoradamente atracada com um sujeito em local público, eu? Não é possível, você deve estar me confundindo com alguém. Cachorro, safado, sem vergonha / Eu dou duro o dia inteiro/ E você colchão e fronha (Como é que aprendemos e repetimos esses profundos, inteligentes e bem bolados refrões em tão pouco tempo?) Mudança de naturalidade e profissão. Natural da Bahia, profissão é ser artista. Esses são os pré-requisitos para se divertir e ganhar dinheiro a rodo. Eles pulam, cantam, dançam, batucam, se divertem, ficam famosos e são pagos, por sinal muito bem. Enquanto isso uma multidão faz o mesmo, só que apertado, suado, com direito a assalto e porradaria, e pagando caro por isso. Tô morrendo de dor de estômago! Ao que alguém pergunta: Comeu alguma porcaria? E de imediato a resposta: Não! (e a mente faz a retrospectiva das três empadas, churrasquinho molhado no molho e melado na farofa, milho, e o churros de sobremesa) Ai meu Deus, essa vida mais ou menos vai terminar. (Todos sofrem com a antecedência, é impossível relaxar só de pensar nessa possibilidade). "O que estraga as férias é o fim." :: Postado Por Priscilla Xavier :: 1:39 AM :: Escreve que eu leio! |