![]() Menu · Home · Arquivo : Diagnóstico Idade: 26 Profissão: publicitária Estuda: Ciências Sociais Vocação: vadiagem Hobby: ler,comer e domir : Prescrições · E-pipoca · Criado Mudo · Eyepunch · DiAAmante · Pequi-up · Padrão GHISI · O Pastim · Ki&Cá · Fried my Little Brains · Zona Contaminada : Visitaram meu rebento
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Pitty que pariu
Quarta-feira, Setembro 29, 2004
Essa moleza vai acabarEsse período frenético em que nos encontramos já me desagradou bem mais. Digo isso do período de campanha eleitoral. É um momento de ensaio para o apocalipse, no qual os candidatos não temem vender a própria mãe em troca de vota, menos ainda de comprar a mãe dos outros no mesmo intuito. Já me empenhei em participar, mais interada, dos rumos políticos, não da nação, pois não creio que a solução das coisas se dê do todo para as parte, sou partidária do método cartesiano, do mais simples para o mais complexo. Por então, quando pensei em me aproximar da esfera política, foi sutil e incipientemente da gestão da cidade na qual resido. Mas esse meu leve impulso não tarda para ser refreado. Desperdiçaria um tempo útil em questões mais edificantes caso me desse ao trabalho de mencionar casos e nomes de pessoas que, por razões e canais diversos, ou perversos, entram para a área política, munidos das melhores intenções, invariavelmente para favorecimento individual camuflado de coletivo. Claro que há os que favorecem o próximo, mas esse próximo é tão próximo que chega a carregar o mesmo sobrenome. E a esse embrolho fazem crer chamar política. E seria ingênuo ater a problemática a isso, tanto quanto desgastar-me em mensurar as vicissitudes da operação desse sistema. Nesses tempos, a despeito dos transtornos em virtude da poluições visual e sonora que as campanhas empreendem, minha postura tem sido no mínimo razoável. Percebo que uma legião de desempregados anda se beneficiando da necessidade dos candidatos de espalharem suas imagens, nomes e números, não raro destituídos de propostas. È a figuração da interdependência social que se levada a cabo promoveria uma distribuição da renda menos cruel, mas deixando claro que não sonho com algo igualitário, pois isso é no barato platonismo. A idéia é, os candidatos têm dinheiro e a necessidade de promover suas campanhas, mais especificamente com o trabalho alheio. A legião de desempregados tem necessidades materiais de prover sua existência, e tempo de sobra para vender a quem queira. É a fome e a vontade de comer! O problema básico é que essa relação de troca é desconsiderada após os resultados da eleição. A eleição é um período extremamente favorável à economia. Uma pena a ganância cega de poucos não perceberem, ou se perceberem não colocarem efetivamente em prática, que a distribuição da renda para um número maior de pessoas fortalece a economia e promove um famigerado ¿bem estar¿ social. As ações só não são mais simples porque entravam nas decisões de poucos, egos indomáveis. Nada há de mais complexo do que o ser humano. É relativamente fácil estabelecer leis padrões causais até para manifestações físicas, mesmo as que sequer conseguimos enxergar, contudo, o humano é indecifrável, suas ações não obedecem a regras ou funcionam por dinâmicas apreensíveis e invariáveis. E assim, em sociedade, tudo se dá por dinâmicas de um manancial suposto, mas especificamente desconhecido. De lado as filosofias sociais, de volta ao dislate político, que os panfletos, as bandeiras, as camisas usadas tais e quais jogadores usam e mudam de time, as propagandas do rádio e da televisão, tudo sirva para não somente garantir um qualquer para aliviar uma tensão financeira que pousa na instabilidade permanente, e sim para uma postura mais comprometida, tanto na cobrar quanto na de propor ações, que se não corretas, ao menos flagrantes da tentativa de mudança. Até porque, da maneira que as coisas rumam, uma parcela considerável da culpa jogo para os que se acomodam com as coisas da maneira que estão. A submissão tem uma dose considerável de consentimento. Em outras palavras, estas mais explícitas e conhecidas da nação: ¿cada povo tem os governantes que merece¿. :: Postado Por Priscilla Xavier :: 10:21 AM :: Escreve que eu leio!: |