![]() Menu · Home · Arquivo : Diagnóstico Idade: 26 Profissão: publicitária Estuda: Ciências Sociais Vocação: vadiagem Hobby: ler,comer e domir : Prescrições · E-pipoca · Criado Mudo · Eyepunch · DiAAmante · Pequi-up · Padrão GHISI · O Pastim · Balde de Gelo · Fried my Little Brains · Zona Contaminada · Alma transparente : Visitaram meu rebento
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Pitty que pariu
Quinta-feira, Julho 14, 2005
Em seu tempoEstive pensando numa variedade de temas possíveis para compor algumas linhas. Em tudo o quanto eu pensava, tinha uma backgroud que não variava. É simplesmente fruto daquela máxima de que não existe um indivíduo fora do seu tempo. Pois bem, por mais que eu goste de blogger, por mais que eu goste de uma crônica, um conto ou uma prosa, as quais eram bastante usuais em bloggers, a sensação do momento são recados deixados no novo sistema que interliga amigos, o Orkut. Seguimentam-se variações como o multiply ou o gazzag, porém nenhum com o êxito do Orkut. Lembram-se dos bilhetes que eram passados em sala de aula ou no círculo de amigos? Das mães para os filhos quando precisavam lembrar-lhes de algo? Então, é uma variação desses bilhetinhos. Recados relativamente pequenos, com uma escrita pouco ou nada comprometida gramaticalmente, e corriqueira, com uma sutil, porém determinante, característica: são abertos aos que queiram ler. Enquanto no passado se destinavam bilhetes, ou recados, objetivamente a um remetente, com um aspecto sigiloso. Agora os recados são públicos. Toda e qualquer pessoa sabe com quem me relaciono e não apenas isso. Sabem também que grau de intimidade tenho com esta ou aquela pessoa, e que informações trocamos, ou eventos participamos. Nesse sistema há uma série de fatores que conferem prestígio às pessoas. Posso destacar alguns. Na página de cada pessoa, ou profile, consta uma série de informações que nos abalizam a conferir maior ou menos status ao dono. Uma delas é o número de amigos. É de grande destaque, e quanto mais amigos, mais influente é esta pessoa. A pessoa que consegue a proeza de ter menos de 100 amigos no orkut, das duas uma: ou é um novato na rede, ou um eremita. Outra informação relativa ao status é uma medição de zero a dez nos quesitos "confiável", "legal" e "sexy" que os "não menos de cem" amigos atribuem em média à pessoa. Quem possuir menos de 50% em quaisquer desses quesitos pode ser considerado um fracasso. Não posso me esquecer das comunidades. Estas também depõem, favoravelmente ou não, ao status da pessoa. Quanto mais comunidades melhor. E não é apenas a quantidade é avaliada. A excentricidade é um critério muito valorizado. Comunidades como "Eu não sou normal", "Já tive DST", "Não sei beber socialmente", "A gente se fode mais se diverte", "Dou ou não dou", "Só me fodo", "meu cabelo me odeia", "Meu passado me condena", "Eu odeio cu doce", "Quem nunca pegou um bizarro", e variações servem de base na composição do quão interessante ou não é a pessoa que seleciona tais e tais comunidades. Fazendo um leve deslocamento, tudo o que é positivamente caracterizado no orkut, fora dele pode não ser tão simples. Alguém deixa um bilhete para a amiga na portaria do prédio, dizendo que a noitada foi ótima? Imagino que a pessoa que queira dizer isso acha que ninguém do prédio tem nada a ver com isso, e mesmo os moradores, que supostamente leriam o bilhete, iriam achar desnecessário saber que a noitada de fulana foi boa. E não apenas a privacidade é algo condicionado, ou circunstancial. O valor positivo atrelado a excentricidade no orkut não é socialmente verificável. A vizinhança não acha legal e divertido aqueles rapazes que "não sabem beber socialmente". Ninguém cola um adesivo na mochila, por exemplo, dizendo que já teve DST. Ao contrário, quando alguém se contamina fica naquele retrógrado constrangimento de procurar um médico. Estou eu a dissecar as características do orkut, mas sinceramente me sinto como um ateu ensinando a missa ao padre. E tudo isso para afirmar que somos fruto do nosso tempo mesmo, e que as pessoas largaram o blogger, e estão firmes e freqüentes no orkut. Até eu estou lá, pode me adicionar "Priscilla Xavier", e verão que eu sou influente, pois tenho mais de 200 amigos. Também sou 80% confiável, 80% legal e 70% sexy, segundo meus amigos. Além de ser, tomando minhas comunidades, excêntrica. Que ótimo que ainda não inventaram um dispositivo para averiguar a sinceridade. Nem a minha, nem a de milhões de pessoas interligadas por esse ou qualquer outro sistema. Até o momento, estamos salvos. Não deixo de ser fruto do meu tempo, não deixo de estar condicionada, contudo, meu self ainda se manifesta, como agora retornando ao bom e velho blogger. :: Postado Por Priscilla Xavier :: 11:25 PM :: Escreve que eu leio!: Pela quantidade e atualidade dos recados deixados aqui concluo que esse blogger não anda sendo freqüentado. O que, convenhamos, é bastante condizente com a não atualização. Nem eu ando freqüentando-o. Mas então, não atualizo porque não é freqüentado, ou não é frequentado porque não atualizo? Não sei. Francamente não faço idéia. Mas não me furto de fazer uma tentativa de solucionar esse dilema. Estive pensando numa variedade de temas possíveis para compor algumas linhas. Em tudo o quanto eu pensava, tinha uma backgroud que não variava. É simplesmente fruto daquela máxima de que não existe um indivíduo fora do seu tempo. Pois bem, por mais que eu goste de blogger, por mais que eu goste de uma crônica, um conto ou uma prosa, as quais eram bastante usuais em bloggers, a sensação do momento são recados deixados no novo sistema que interliga amigos, o Orkut. Seguimentam-se variações como o multiply ou o gazzag, porém nenhum com o êxito do Orkut. Lembram-se dos bilhetes que eram passados em sala de aula ou no círculo de amigos? Das mães para os filhos quando precisavam lembrar-lhes de algo? Então, é uma variação desses bilhetinhos. Recados relativamente pequenos, com uma escrita pouco ou nada comprometida gramaticalmente, e corriqueira, com uma sutil, porém determinante, característica: são abertos aos que queiram. Enquanto no passado se destinavam bilhetes, ou recados, objetivamente a um remetente, com um aspecto sigiloso. Agora os recados são públicos. Toda e qualquer pessoa sabe com quem me relaciono e não apenas isso. Sabem também que grau de intimidade tenho com esta ou aquela pessoa, e que informações trocamos, ou eventos participamos. Nesse sistema há uma série de fatores que conferem prestígio às pessoas. Posso destacar alguns. Na página de cada pessoa, ou profile, consta uma série de informações que nos abalizam a conferir maior ou menos status ao dono. Uma delas é o número de amigos. É de grande destaque, e quanto mais amigos, mais influente é esta pessoa. A pessoa que consegue a proeza de ter menos de 100 amigos no orkut, das duas uma: ou é um novato na rede, ou um eremita. Outra informação relativa ao status é uma medição de zero a dez nos quesitos ¿confiável¿, ¿legal¿ e ¿sexy¿ que os ¿não menos de cem¿ amigos atribuem em média à pessoa. Quem possuir menos de 50% em quaisquer desses quesitos pode ser considerado um fracasso. Não posso me esquecer das comunidades. Estas também depõem, favoravelmente ou não, ao status da pessoa. Quanto mais comunidades melhor. E não é apenas a quantidade é avaliada. A excentricidade é um critério muito valorizado. Comunidades como ¿Eu não sou normal¿, ¿Já tive DST¿, ¿Não sei beber socialmente¿, ¿A gente se fode mais se diverte¿, ¿Dou ou não dou¿, ¿Só me fodo¿, ¿meu cabelo me odeia¿, ¿Meu passado me condena¿, ¿Eu odeio cu doce¿, ¿Quem nunca pegou um bizarro?¿, e variações servem de base na composição do quão interessante ou não é a pessoa que seleciona tais e tais comunidades. Fazendo um leve deslocamento, tudo o que é positivamente caracterizado no orkut, fora dele pode não ser tão simples. Alguém deixa um bilhete para a amiga na portaria do prédio, dizendo que a noitada foi ótima? Imagino que a pessoa que queira dizer isso acha que ninguém do prédio tem nada a ver com isso, e mesmo os moradores, que supostamente leriam o bilhete, iriam achar desnecessário saber que a noitada de fulana foi boa. E não apenas a privacidade é algo condicionado, ou circunstancial. O valor positivo atrelado a excentricidade no orkut não é socialmente verificável. A vizinhança não acha legal e divertido aqueles rapazes que ¿não sabem beber socialmente¿. Ninguém cola um adesivo na mochila, por exemplo, dizendo que já teve DST. Ao contrário, quando alguém se contamina fica naquele retrógrado constrangimento de procurar um médico. Estou eu a dissecar as características do orkut, mas sinceramente me sinto como um ateu ensinando a missa ao padre. E tudo isso para afirmar que somos fruto do nosso tempo mesmo, e que as pessoas largaram o blogger, e estão firmes e freqüentes no orkut. Até eu estou lá, pode me adicionar ¿Priscilla Xavier¿, e verão que eu sou influente, pois tenho mais de 200 amigos. Também sou 80% confiável, 80% legal e 70% sexy, segundo meus amigos. Além de ser, tomando minhas comunidades, excêntrica. Que ótimo que ainda não inventaram um dispositivo para averiguar a sinceridade. Nem a minha, nem a de milhões de pessoas interligadas por esse ou qualquer outro sistema. Até o momento, estamos salvos. Não deixo de ser fruto do meu tempo, não deixo de estar condicionada, contudo, meu self ainda se manifesta, como agora fiz retornando ao bom e velho blogger. :: Postado Por Priscilla Xavier :: 11:19 PM :: Escreve que eu leio!: |